BPW São Paulo participa ativamente do Premio Sebrae Mulher de Negócios
“Nós do Sebrae-SP nos sentimos prestigiados pela forma carinhosa, participativa que a BPW nos atendeu em todos os momentos da organização e condução do Prêmio Mulher de Negócios.Seja através das inscrições, convidados, sugestões, gifts, show, etc. vocês nos deram o apoio incondicional para que o evento fosse um sucesso”, foi o que disse, Mary Rose Ikeda, da área de Marketing e Comunicação, ao responder a comunicação da presidente da BPW Paulo, Marcia Kitz, sobre a parceria da organização, na representativa premiação.
Márcia Kiltz destacou o orgulho de fazer parte deste processo, de forma efetiva, compartilhando de todas as ações. “ A BPW Brasil tem parceria com o SEBRAE Nacional dede 2004, somente agora com este Prêmio aqui em São Paulo, é que sentimos realmente estreitarmos ainda mais esta boa parceria”, disse a presidente, apontando que sempre a organização somará esforços para divulgar, esse fantástico trabalho. "Conhecemos o empenho, a capacidade e a competência com que vocês conduzem seus negócios. Parabéns e contem sempre conosco”, disse A presidente. Ela falou também sobre a importância da mulher para os negócios. “Estamos com 33 anos de vida no Brasil, objetivando promover melhores condições para a participação feminina nos setores produtivos, nos negócios, no comércio e nas profissões.
Seis entre 274 mulheres do Estado de São Paulo foram premiadas e reconhecidas como exemplos de empreendedorismo. Na quarta edição do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, as vencedoras, sem exceção, se disseram felizes, emocionadas e surpresas com o resultado. O evento aconteceu no Teatro Raul Cortez, na Fecomercio-SP.
Simone Cristina Costa e Souza, Cíntia Duarte e Giovana Barbieri foram as três primeiras colocadas, respectivamente, na categoria “proprietárias de micro e pequenas empresas”. Lenita Aparecida Rodrigues, Leandra Barbosa Vilas Boas e Deli Espíndola as vencedoras na categoria “grupos de produção formal”. Seis mulheres diferentes, com histórias e trajetórias distintas, mas com a mesma garra, coragem e determinação para lutar pelo sonho com ousadia e perseverança.Simone é dona de uma franquia da escola de idiomas CNA, em Presidente Prudente, e conduz seu próprio negócio há sete anos. Sempre acreditou em seu potencial e, pacientemente, aplicou as receitas financeiras de que dispunha na estrutura física do empreendimento.
A empresária procura inovar sempre em sua atividade e com dedicação e consciência de seu potencial de empreendedora, se empenha em trazer novidades e tecnologia para auxiliar o aprendizado dos alunos. “Estou muito feliz em ter recebido o Prêmio. Com isso, acho que sirvo de exemplo para outras mulheres e posso incentivá-las a também fazerem de seus sonhos uma realidade”, disse, deixando uma mensagem a todas as mulheres de negócios: “acredite em você e lute sempre. O resto é consequência, é colher os resultados”.A primeira colocada em grupos de produção formal tem 78 anos. A artesã Lenita Rodrigues dirige a Cooperativa de Produção dos Artesãos e Artistas Plásticos de Campinas (Cooper Art Camp) desde 2004, quando após de 43 anos dedicados ao magistério, decidiu se trabalhar integralmente com artesanato. A iniciativa de criar a cooperativa é pioneira e exigiu a superação de vários desafios. Os resultados são muitos e a surpresa e felicidade de Lenita ao receber o troféu também foram grandes.
“É uma emoção enorme. Eu realmente não esperava e me sinto vencedora com todos os meus cooperados. Eu não teria chegado aqui sozinha, somos todos campeões. Estou muito feliz e agradecida. À organização e ao Sebrae-SP, que é um parceiro que eu aprecio muito”, afirmou.As segundas colocadas também estavam radiantes. Cíntia Duarte, da Cíntia Fotografias, participou pela segunda vez do Prêmio.
“No ano passado eu estive como uma das finalistas, mas esse ano tem um gosto especial. Viemos com muita garra e felicidade. Levo o prêmio como um reconhecimento por anos de trabalho. É muito importante ter uma entidade como o Sebrae-SP nos prestigiando e eu estou muito feliz! Eu e minha equipe levamos esse troféu como se fosse de primeiro lugar!”, comemorou a empresária, que há dez anos abriu o empreendimento na cidade de Lençóis Paulista, enfrentando o desafio de quebrar o preconceito de uma profissão em que predominava o exercício masculino. Cíntia investiu no relacionamento com o cliente e do sofá de sua sala à sede própria da empresa ampliou o foco de atuação para atender à crescente demanda do setor.Leandra Vilas Boas quase não conseguiu descrever o que sentia.
“Estar aqui e ganhar esse prêmio foram experiências únicas e maravilhosas. Agradeço a Deus em primeiro lugar e aos meus amigos, pois eu não seria a presidente da associação sem eles. Estou muito feliz!”, resumiu a empreendedora, que comanda a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Martinópolis (Acamart), na região de Presidente Prudente. Ela é a única representante feminina do grupo formado por 14 catadores, que chegam a recolher 500 quilos de materiais recicláveis e vender cerca de 25 toneladas de vidro, alumínio e papel por dia.As mulheres representantes do terceiro lugar não ficaram atrás no que disse respeito à felicidade e torcida.
O auditório do Teatro Raul Cortez, na Fecomercio, estava lotado e a equipe da empresária Giovana Barbieri, da EcoAção, era só alegria. Gritos de guerra fizeram a agitação e Giovana saiu do evento satisfeita. “Sinto-me muito honrada. Eu tinha um pouco de receio no início porque eu sou muito nova. Mas estou sempre em busca de oportunidades e receber o reconhecimento mostra que estamos no caminho certo”, aponta. Há oito anos, com a mudança da família para a cidade de Brotas, na região central do Estado, a jovem empresária, à época com 21 anos, que já praticava canoísmo nas corredeiras da região, resolveu abrir uma agência de turismo de aventura. A então estudante de Educação Física decidiu deixar a faculdade e juntamente com sua família criou a EcoAção, em um dos principais points de ecoturismo do Brasil.
A medalha de bronze na categoria “grupos de produção formal” ficou para Deli Espíndola, da Ong Aldeia do Futuro. Criada para gerar renda e recuperar a autoestima das mulheres de baixa renda de Americanópolis, na periferia da zona sul de São Paulo, o prazer da empreendedora é conduzir mais de 180 mulheres, com a meta de profissionalizá-las e contribuir para a formação de cidadãs plenas e responsáveis, mostrando-lhes oportunidade de construir um futuro melhor por meio de trabalhos manuais, como costura, modelagem em jornal, bordado, crochê e pintura. “Nesse momento fico até sem saber o que falar. Foi muito compensador entrar na disputa e chegar até aqui. Estou muito feliz, é um reconhecimento de um trabalho diário”, disse a empreendedora.
As primeiras colocadas em cada categoria disputam agora a etapa regional Sudeste e as duas vencedoras – uma empresária e uma representante de grupo de produção formal – seguem para a premiação nacional, que acontece em Brasília, em data a ser definida. Desta última etapa saem duas vencedoras, que ganharão uma viagem internacional a um centro de referência mundial em empreendedorismo.Impressões
O presidente do Conselho Deliberativo da entidade, Abram Szajman destacou a importância das mulheres no empreendedorismo e na construção de um mundo melhor. “Nesta noite estamos diante de uma pequena amostra do Brasil que podemos ser, uma nação onde o espírito empreendedor é o fio condutor do desenvolvimento socioeconômico justo e harmônico”. Szajman também falou da missão do Sebrae-SP em prol das empreendedoras. “Queremos nos comprometer a trabalhar incansavelmente para expandir o número de atendimentos, que se estende do artesão aos exportadores de alta tecnologia”, completou.O diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, também destacou o papel da instituição. “Sabemos as pedras e obstáculos que você enfrentaram para estar aqui hoje e o nosso papel é reduzir essas dificuldades.
O Prêmio Sebrae Mulher de Negócios tem o objetivo ainda maior, de mostrar para a sociedade que há mulheres que um dia sonharam e conseguiram transformar seu sonho em realidade”, ressaltou.A vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco Antônio, que representou o prefeito Gilberto Kassab na cerimônia, também parabenizou as empreendedoras. “a mulher tem força e pode, sim, tem é que querer! Quando as mulheres e os homens estiverem em pé de igualdade para decidirem em conjunto, tenham certeza, esse mundo será melhor para todos”.Inscrições e avaliaçõesNo Estado, 274 empresárias se inscreveram, segundo a coordenadora estadual do prêmio no Sebrae-SP, Tamara Queiroz. Em todo o Brasil, foram aproximadamente duas mil inscrições.
O Prêmio Mulher de Negócios foi desenvolvido de acordo com a metodologia da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), que divide a apuração dos resultados em três etapas: avaliação, verificação e julgamento.
Na primeira, três avaliadores tiveram a tarefa de ler as histórias e atribuir, via sistema eletrônico, um nível de conhecimento para 45 critérios que envolvem as características empreendedoras segundo os princípios da gestão para a qualidade.
Na segunda etapa foram realizadas as verificações – visitas técnicas nas empresas com maior pontuação – com o objetivo de investigar se todas as informações enviadas pela concorrente eram verdadeiras.“A avaliação é simples e justa, pois a participante conta sua história e é avaliada por três pessoas diferentes”, diz Tamara. Na etapa final nove pessoas são envolvidas: dirigentes do Sebrae, representantes do mercado e formadores de opinião, que escolhem as vencedoras nas duas categorias. “Foram muitas as histórias de mulheres batalhadoras e verdadeiras vencedoras.
O Prêmio Mulher de Negócios é uma iniciativa que reconhece esses esforços e coloca a mulher em papel de destaque no mundo do empreendedorismo”, finaliza a coordenadora.Destaque esse que as brasileiras estão cada vez mais mostrando. Segundo pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) o nível de empreendedorismo entre as mulheres ultrapassou o dos homens pela primeira vez. Em 2007, as brasileiras representavam 52% dos empreendedores adultos (18 a 64 anos) no Brasil, invertendo uma tendência histórica. Em 2001 os homens empreendedores representavam 71% contra 29% das mulheres.
Fonte: BPW SP e Agência SEBRAE de Notícias


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