Eugênio Mussak fala sobre o admirável “Mundo do Mais”
Um tema atual e muito interessante, “Mundo do Mais”, foi contemplado na palestra proferida pelo conferencista internacional, Eugênio Mussak durante a XXI CONFAM – Convenção da Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil, no dia 11 de outubro, no salão de convenções do Hotel Mercure, na capital de Santa Catarina. O evento foi uma realização da BPW Brasil, tendo como anfitriã a BPW Grande Florianópolis e o patrocínio do Sebrae Nacional.
Mussak destacou que o “Mundo do Mais” é rico e generoso e que não é prá si. Já o mundo do menos é o dos que derrubam. Os dois tipos podem ser aplicados em todos os lugares. O palestrante gosta de usar a expressão Mundo do Mais e Mundo do Menos para diferenciar as pessoas, não por sua raça ou posição social, nem por sua cultura ou por seu dinheiro, e sim por sua postura e pela qualidade do que fazem, e também pelo tamanho de sua generosidade.
“O Mundo do Mais é o mundo que tem uma propriedade que dignifica o ser humano, e essa é, exatamente, a marca da excelência, do compartilhamento, da generosidade. O Mundo do Menos é mesquinho, isolacionista, egoísta, pequeno. Conheço pessoas do Mundo do Mais e do Mundo do Menos em todas as classes e profissões, e elas são facilmente reconhecíveis”.
O palestrante destacou que dentro do universo do “Mundo do Mais” está presente a metacompetência, algo que vai além da competência, valendo lembrar que segundo ele: “Competente é aquele que consegue cumprir suas tarefas. Metacompetente é quem está além da competência, é aquele que tem a capacidade de construir, criar, inovar. Hoje em dia, o que define o profissional Metacompetente são as suas qualidades pessoais, humanas”.
A competência é a capacidade de competir, faz parte da sociedade capitalista que vivemos, deixou claro Mussak, que citou o exemplo, dos japoneses, que consideram os oponentes melhores, como forma de estimular o seu crescimento. Isso é pressuposto de competitividade. Querer ser cada vez melhor, é competir e não se pode competir sem conhecimento, deixou claro Mussak, que aponta que nunca tivemos tantas empresas competentes, umas mais que a outras, disse, mas que o diferencial é algo que transcede. “Meta é sinal de transcendência”.
Na sua avaliação é preciso desenvolver desenvolver nossa competência e ampliá-la e citou a fórmula do CHA – traduzida como Conhecimento (saber), Habilidade (conhecer) e atitude (querer).
Mussak destacou dois tipos de conhecimento, o explícito e o tácito. O explícito é o conhecimento que está nos livros, nos manuais, nas apostilas, e até na internet. “Houve época que se terminava a faculdade e não precisava estudar mais. Na pós-graduação não se pergunta o que vai cair na prova, o que interessa é o que vai cair na vida. Isso faz parte de outro tipo de conhecimento, o tácito, que refere-se a experiência, e pode ser, muitas vezes mais importante do que o explícito.
O conhecimento tácito tem dependência de afeto, é sensorial, algo da experiência, melhor pelo exemplo. Ele citou um case dele próprio para explicar como isso ocorre. Ele mora em São Paulo mas nasceu no Paraná e é descendente de ucranianos. Entre pessoas da sua origem há uma comida típica, um pastelzinho cozido, recheado com ricota, chamado pirog. Sua mãe é especialista em fazer esse pastelzinho. Se você pega a receita do pirog é extremamente simples, mas dificilmente alguém consegue fazê-lo baseando-se apenas na receita.
“Para aprender, é necessário ficar do lado de quem sabe. Você só consegue ganhar conhecimento tácito quando fica do lado da pessoa que tem o domínio. Para isso, é necessário que a relação entre as pessoas seja a melhor possível. Mussak disse que sua mãe não passa o conhecimento para quem ela não gosta. Ou seja, não ensina o principal, o ponto da massa.
No tocante a habilidade, Mussak disse que esta vem da experiência, tempo e erro. “Fazemos um pouco, erramos pouco menos. Vamos pela vida afora procurando, nos preocupando, não dá para forçar tempo para a pessoa desenvolver a habilidade, é ela que dá poder. “Eu posso fazer. Eu sei e posso, porque tem gente que sabe e não desenvolve a habilidade para usar o que sabe”. Ficou claro pelas suas palavras a necessidade da habilidade para passar informação, para compartilhar o que se sabe. Ou seja, ter muito conhecimento e deixá-lo somente na cabeça não resolve é preciso compartilhamento. O conhecimento tácito muitas vezes é retirado deste repasse.
Já a atitude é o que é da pessoa. Quando mostra o nível da competência. Habilidade é uma coisa que não se aprende na escola, é uma coisa que se aprende na lida diária. Mussak fez uma referência a Marshall McLuhan que sugeriu a mudança, saindo do chá e indo prá chave, ele acrescentou o V de valores e o E de entorno. Os valores implicam na ética, respeito e solidariedade. O entorno implica no ambiente. Segundo ele, hoje há muita responsabilidade das empresas darem condições para a competência ser exercida. Equipe que vai trabalhar é considerada fundamental.
A idéia central da competência, é temos que evoluir, pois na sua concepção de Mussak a competência virou comoditie, ou seja, sendo que o que diferencia o profissional são atitudes específicas de cada um, que surpreendem. “Competente faz o que se espera dele. Incompetente faz mal feito ou menos do que se espera dele . O metacompetente supera as expectativas, tem melhor colocação no mercado”, deixou claro.
Os profissionais metacompetentes habitam o mundo do mais. Habitam o mundo rico da Inteligência humana maravilhosa dentro da abundância, usufruem, sem se destruir, criam a sustentabilidade, tem energia.
O Mundo do Mais, é o mundo belo, é o quer prazer mais submetendo-se ao simples e ser simples não é ser simplório, é ser sem excesso, sem supérfluo. Mussak deixa uma dica, para que as pessoas carreguem menos bagagem pela vida e para deixarem um legado, pois é preciso saber o que deixar de melhor para que as pessoas se lembrem de nós. 
Mussak fez uma referência a Marshall McLuhan que sugeriu a mudança


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