Anfitriã da XX Confam fala sobre mudanças para uma vida mais leve e próspera
Navegar no mar da prosperidade, na ilha da magia, com quem sabe muito bem a direção que deve ser tomada e surpreendente. Durante a XXI Confam – Convenção da Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil, no dia 12 de outubro, no salão de convenções do Hotel Mercure, na capital de Santa Catarina, Dulce Magalhães uma das maiores conferencista do país e anfitriã do evento, na qualidade de presidente da BPW Grande Florianópolis, proferiu palestra, que agradou muito as convencionais. O evento foi uma realização da BPW Brasil, tendo como o patrocínio do Sebrae Nacional, tendo como promotora a BPW local.
“Navegando nos mares da prosperidade”, foi o tema escolhido por Dulce Magalhães para sua palestra, por estar alinhado com o propósito da própria Confam. Apontando ser preciso que se compreenda condição da prosperidade, ela destacou que a escassez seria a prosperidade em menor freqüência e que o ser humano acumula por medo de acabar. Abundância, conforme explicou é a maior freqüência da prosperidade. A idéia é que liberte a caixinha onde se trancou, deixar de ser guardiã de coisas que não precisa, não tem importância pra nós. “Pare de colecionar o que vai passar. Que não produz o que é vital, deixar o que não é importante. Tempo abundante pode se tornar escasso se não usá-lo adequadamente”.
Vocë já experimentou olhar o mundo com outras lentes que não são as suas? Qual é a sensação? Convidando as convencionais que usam óculos a trocarem os seus pelos de uma colega, e vice versa, Dulce fez uma pequena dinâmica, para exemplificar, que as vezes se vê da mesma forma, outras de forma distorcida. Ela destacou que quando criança, recebemos lentes mentais para ver o mundo, e fica difícil ver a realidade a partir de outras lentes.
Por esta razão cada qual tem seu jeito de ver a verdade. Tem um ponto de vista, que aliás ter um só é melhor do que não ter nenhum, mas é pouco, enfatiza. “Um olhar congelado a qualquer tempo nos torna reféns de situações que não são mais. Como imaginar as pessoas continuarem as mesmas. Não será realidade uma outra fantasia? Dulce disse que a pergunta é a forma com que o cérebro aprende e que os paradigmas são limitantes e aprisionam. “Quando nos percebemos, nos alinhamos, nos trazemos para a realidade”, frisou, deixando claro que todos podem escolher se renovar. Afinal, nada é permanente.
Segundo Dulce, a certeza impede a aprendizagem. “É preciso de novas respostas, novas possibilidades. É preciso encontrar o que ainda não tinha, pra ser o que somos. Aquilo que buscamos precisa de novo olhar para encontrar. Quando imaginamos que a realidade é aquilo, perdemos toda a noção do que pode vir”, disse, apontando ainda que o cérebro humano não faz distinção entre o real e o imaginário. Para ela a liberdade para criar, construir cenários e realidades através das percepções é importante. Quanto maior a abertura, maior são as possibilidades de enxergar.
Quando alguém se abre ao novo, investiga o entorno, pessoas e situações, e se tem interesse para novos horizontes e menor for o seu preconceito, mais rápido e profundamente se aprende, Dulce diz que é preciso sim que se saia da condição de aprendizes, para formação e isso passa, por nossa casa, comunidade, escola, igrejas, situações que nos envolvemos para nos tornar adultos.
Dulce deixou claro que quando imaginamos a realidade perdemos a noção de tudo aquilo que pode vir. Na medida que congela perspectiva e criamos noção equivocada da realidade. passamos a ser defensoras e discutimos na esfera deste olhar. A experiência transcendental não se resume, não se define. A história é tradicional. “A certeza impede a aprendizagem, novas perspectivas, novas possibilidades”, frisou.
Importante tempo
Dulce falou sobre o Tempo de crisálida, levando uma reflexão, sobre a necessidade de se deixar morrer aquilo que já não é mais importante. Nascer pode não ser uma escolha, mas renascer é fruto da consciência que acorda e deixa morrer aquilo que não vive mais. É preciso aprender a liberar o que já não é mais, romper com as resistências de mudar, questionar as certezas que se carrega, sair do sofrimento. Ela apontou a existência de um novo tempo, onde as visões construídas do mundo podem ter sido etapas já obsoletas, embora em certa época necessárias para a existência.
Tempo de crisálida é o tempo de criar asas, sem perder as raízes que aprofundam modelo fértil. Experimentar a vida em outro cenário, abundante e próspero. Ficou claro que céu e terra tem longa distância e o equilíbrio entre um e outro é importante. É, portanto, o tempo da mudança, de alçar vôos mais altos. Se ajudar a borboleta a sair do casulo suas asas ficam frágeis. Não pode ser ajuda externa, disse Dulce. Quando as asas estão prontas, perfeitas são as condições para voar. Vê coisas privilegiadas. Novos cenários, novos horizontes.
O que ontem era verdade, no estágio atual, pode não estar em nosso cenário. É preciso de leveza neste estãgio, de se livrar de coisas que não servem mais “Já viram pássaro e borboletas carregarem bagagens nas costas”, perguntou Dulce, destacando que lagartas podem ser borboletas ou lesmas. “O tempo é apenas uma das dimensões e estamos passando por ele. A melhor forma de atravessá-lo é ter pouca bagagem. Não carregue muita coisa. Para que tanta quinquilharia? Deixe metade das lembranças para trás, abra mão dos ressentimentos mais pesados, livre-se de expectativas grandes demais, liberte-se da necessidade de status, deixe de comprar souvernirs para mostrar onde esteve. Viaje leve! E assim você perceberá melhor a paisagem e desfrutará mais das belezas da viagem”.
Para a palestrante, felicidade exige leveza. Passar por novos estágios, com simbólica renovação, nem que haja sofrimento, ela citou o exemplo da fênix que vira pó pra ressurgir renovada. Muitas pessoas não percebem, portanto, o momento da transformação. Aquilo que era bom não representa mais o futuro. A segurança não pode ser medida pela convicção, mas pela habilidade de duvidar e mesmo assim ser capaz de seguir em frente.
Talvez nem todas saíram da palestra como entraram. Nas palavras de Dulce, mais do que promessa do que podemos nos tornar, contudo não é a experiência completa, nem um fim em si mesma. É uma etapa inicial, acertadamente percorrida. Da infância, da adolescência, da fase adulta, da maturidade. São, portanto, passagens da existência, nas quais por muitas vezes há resistências em se libertar do que já passou. Para quem não é resistente foi a legitimação de um caminho a percorrer. Para as resistentes, um recado dado e um convite a transformação.
Dulce deixou claro que quando imaginamos a realidade
perdemos a noção de tudo aquilo que pode vir.


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